sexta-feira, 24 de Julho de 2009

looking for new places
to get wasted.

domingo, 28 de Junho de 2009

heima







há algo de absolutamente inegociável na música dos sigur rós.

pretending to be myself again

gostei da fotografia que o quarto andar do maus hábitos me proporcionou ao ver a simone white a cantar com os edifícios históricos da cidade como pano de fundo, como se a solidão coabitasse o mesmo espaço.




"I thought you were my best friend
we'd be together til the end
in all the world I'll never find
someone like you

you understood my mind
you filled my heart with all your heart
when you kissed my mouth
you took your time

I thought you were mine..."
you maybe in the darkness

michael, michael eles não ligam para a gente

o homem que passou uma vida inteira desencontrado da infância que não viveu morreu.
fica o que realmente importa. a música.
o trono fica vazio.

quarta-feira, 3 de Junho de 2009

serralves em festa

seis horas em quarenta corresponde a quinze por cento do tempo. foram os meus quinze por cento non-stop. serralves em festa é giro, é democrático e dentro dos possíveis é bem organizado e gerido. tem cor, tem calor, tem brisa, tem pó, tem relva, tem sorrisos, tem conversas, tem merendas, tem cerejas e tem gente, muita gente distribuída por todos os estratos sociais. tem som a mais em alguns momentos e luz a menos noutros.

ao que reservei particular atenção teve ao fim da tarde um cozinhado de voz lírica (josephine foster) com a distorção da guitarra que não resultou, nem a própria parecia empenhada em que resulta-se com tamanha falta de empenho dos presentes. depois esbarrei com a primeira verdadeira surpresa da noite, e porque em serralves esbarrar é mesmo o termo apropriado uma vez que a ordem natural do corpo é a deambular, fui atraído por entre as clareiras de arbustos por um toque de xilofone, abanquei e colei. o rapaz solitário (noiserv) cantava, construía e descontruía artilhado de brinquedos*, enquanto nas suas costas eram projectados rascunhos desenhados em tempo real. seguiu-se a outra surpresa o sound check e o concerto do gorducho (dan deacon) e da tropa toda que o acompanhava. festa brava, esquizofrenia de sons e de instrumentos e uma grande vontade de partilhar a festa e o prazer que se passava em cima do palco para o público. já há muito não via tamanha interacção entre as partes.





* alguns dos brinquedos








sete euros e meio

caderno de encargos:
leonard cohen "belos vencidos"
raul brandão "a farsa"
henry james "o desenho no tapete"

anotações:
espaço muito mais arejado e acessível.
carece de urgente alteração e de adapção dos horários à realidade de quem a usa.

segunda-feira, 25 de Maio de 2009

remédios do diabo #4



bansky balloon girl



meus olhos são dois círios
dando luz triste ao meu rosto
marcado pelos martírios
da saudade e do desgosto

quando oiço bater trindades
e a tarde já vai no fim
eu peços às tuas saudades
um padre nosso por mim

mas não sabes fazer preces
não tens saudade nem pranto
por que é que tu me aborreces
por que é que eu te quero tanto

és para meu desespero
como as nuvens que andam altas
todos os dias te espero
todos os dias me faltas

joão linhares barbosa

quarta-feira, 20 de Maio de 2009

alguém que passou por cá

benze-se em tons de negro, é a inevitabilidade que o destino lhe reservou, avança para o microfone. há um peso que traz dentro dela, o corpo pesa-lhe os movimentos presos pela gravidade que guarda. no fado a voz é coerente com o corpo, torcido e sofrido, cumprindo a voz a função de libertação e fuga até ao último suspiro num esgar de dor. a postura do corpo curvado e prostrado, suspenso e suportado pelo tripé do microfone onde só a voz se esvai, reluzente no brilho dos sons, libertando a dor e maus espíritos que lhe pesam. a actuação funda-se nessa desenraização dos espíritos, de tristezas e frustrações plenas, a entrega é verdadeira e cheirosa de honestidade sepulcral praticada e revertida em palavras por outros escritas que casam com a voz sublime e curtida de vícios de Cristina Branco.

espantados os espíritos pelo menos por mais uma noite.

é menos uma noite na espera.

quinta-feira, 23 de Abril de 2009

falar
andar
andar de bicicleta
primeiro beijo
primeira nega
primeira morte
primeiro concerto
cigarro
exames nacionais
amar
ser amado
último fusível
conduzir
curso
primeiro emprego
ford mustang


1967 ford mustang | vanilla sky

mundo...




domingo, 19 de Abril de 2009

toca e foge


como gostas de amorar?
gosto de cerimoniar nos amores.

misantropieguices


Jyrki Parantainen, Alphabet of Possibilities

cansado das forças
gasto das amorosidades
continuadamente saudoso
das noites de canseiras

domingo, 5 de Abril de 2009

remédios do diabo #3




"And that's when I figured out that tears couldn't make somebody who was dead alive again.
There's another thing to learn about tears, they can't make somebody who doesn't love you any more love you again. It's the same with prayers. I wonder how much of their lives people waste crying and praying to God. If you ask me, the devil makes more sense than God does. I can at least see why people would want him around. It's good to have somebody to blame for the bad stuff they do. Maybe God's there because people get scared of all the bad stuff they do. They figure that God and the Devil are always playing this game of tug-of-war game with them. And they never know which side they're gonna wind up on. I guess that tug-of-war idea explains how sometimes, even when people try to do something good, it still turns out bad."
The United States of Leland

caderninho dos apontamentos


"Sabem porque é que não se deve derivar o sonho?
Porque o sonho é a constante da vida."


quarta-feira, 1 de Abril de 2009

i do miss the 90's #1

esta música sabe a festas e feira popular, primária, pipocas, farturas, algodão doce, carrinhos de choque, praia, pinheiro bravo, pinheiro manso, relva, rio, pés descalços, primos, primas, sol, aguda, barracas, azul, escladões, algarve, albufeira, mar, peixe grelhado, gelados de lamber .... nostalgia da pré-adolescência e do europop.



os suecos é que sabem.

sexta-feira, 27 de Março de 2009


"Ao princípio era o frio. Quem teve frio em pequeno, terá frio o resto da vida, porque o frio da infância não desaparece nunca."

Juan José Millás in O Mundo