terça-feira, 22 de janeiro de 2008

fechar 2007 para balanço




boxer dos national não é mais que o alligator envelhecido em casco de carvalho. matt beninger já não precisa de berrar para se exorcizar e as letras ainda mais adultas são relatos de camadas sobrepostas de experiências mal resolvidas.

os arcade fire reformularam-se sem perder intensidade.

dos que andaram à procura da fórmula da canção pop perfeita os shins foram os que andaram mais perto logo seguidos do super-grupo maravilha the good , the bad and the queen. os polyphonic spree mostraram ser a nova rebelião.

os rapazes dos violinos também se safaram bem no ano que passou. o destaque aqui vai todo para patrick wolf, que aparece apaixonado e continua a fazer maravilhas com a simbiose perfeita entre o laptop e o violino, e para o assobio melodioso do andrew bird.

as músicas mais rodadas nas pistas de dança terão sido certamente as dos endiabrados !!! (chk chk chk), do atleta de fundo lcd soundsystem, dos teatrais of montreal e dos frenéticos the go! team.

na ala rock os ponys surpreenderam pela positiva com um garage rock energético com a dose certa de post punk à mistura. os yeah yeah yeahs lançaram o ep is is para libertar a sujidade que tinha ficado escondida no álbum anterior, as electrelane provaram que sabem largar a regra e esquadro do rock programado para fazem canções. os deerhunter (banda revelação) lançaram pistas para o rock do novo século.

os rapazes das guitarras também tiveram um ano em cheio em que ser da mais elementar justiça destacar o encantador richard hawley e o cândido jens lekman. richard swift, elvis perkins e a banda sonora de alex beaupain que tomou corpo na voz de louis garrel e na imagem de les chansons d’amour.

nas meninas referência para a eléctrica shannon wright, para a voz de kristin hersh e para a doce eleni mandell.

os ovnis do ano foram sem dúvida os devastations, que ao terceiro álbum dão novo rumo à carreira mas sem perderem o sentido de responsabilidade, dos desalinahdos odawas e mirah and the spectratone international (espero que o tim burton esteja atento a ela).

na secção quem sabe nunca esquece, black francis (aka frank black), thurston moore e suzanne vega editaram cada álbums que não desmerecem o passado de cada uma destas glórias.

no que às decepções diz respeito o destaque, e porque a exigência era maior que para os demais, para os interpol, architecture in helsinki e spoon (os spoon não sabem fazer maus álbuns mas este está alguns furos abaixo dos brilhantes girls can tell e gimme fiction). invulgar é o facto de algumas das músicas do ano fazerem parte dos álbuns mais decepcionantes.

menções honrosas para os radiohead, the cinematic orchestra, cold war kids, björk, blonde redhead, grinderman, low, tinariwen, wilco, animal collective, le loup.


15 comentários:

Anónimo disse...

Permite-me destacar três nomes: Andrew Bird Jens Lekman e Patrick Wolf. Pela positiva alta, claro.

scavenger disse...

dizes isso porque não conheces os outros.


vá toca a sacar a suzzane vega e a mirah.

dou-te um mês -_-

scavenger disse...

suzanne*

Anónimo disse...

Estou contigo nos rapazes das guitarras, mas o curioso é que te tenhas lembrado de um banda que para mim também foi muito importante no ano que passou - The Good, the bad and the queen. Se a pop pode ser genial, aquele é o formato...
Vou tantar ouvir Mirah, fiquei curiossa com a alusão ao Tim Burton..
Sofia

Anónimo disse...

Estou contigo nos rapazes das guitarras, mas o curioso é que te tenhas lembrado de um banda que para mim também foi muito importante no ano que passou - The Good, the bad and the queen. Se a pop pode ser genial, aquele é o formato...
Vou tantar ouvir Mirah, fiquei curiossa com a alusão ao Tim Burton..
Sofia

João Miranda disse...

Balanço bastante completo. Não conheço alguns dos nomes mas a seu devido tempo esse facto deve ser ultrapassado. Obrigado pelas sugestões.
Abraço.

scavenger disse...

sofia:

a alusão ao tim burton é bastante manhosa porque não tenho jeito nenhum para criar paralelismos :p

os TGTBTQ tem grandes músicas, mas aquela última música do album em que o damon confunde as teclas com um instrumento de percussão e cria uma espiral em crescendo é um mimo.

para ti aconselho-te ouvires a shannon wright, a kristin hersh e os odawas.

*

miranda:

os links vão sendo disponibilizados para conheceres o que é merecido ;)

abraço

menina limão disse...

caralho!

uma menina diz asneiras quando é limão, ora.

ah pá, tanta fruta. ainda não ouvi alguns desses álbuns, ainda bem que cá vim. =)

concordo sobretudo com a descrição do boxer, embora continue a preferir o Aligator.

faltam-te algumas coisas importantes, a meu ver. como Panda Bear, Beirut, Rio en Medio. há mais, mas eu ainda não fiz a minha lista, por isso agora não a tenho presente.

scavenger disse...

caralhadas plenamente justificadas ^_^

eu também prefiro o alligatori mas noto que neste disco o som é mais trabalhado, está mais polido e as letras revelam que o homem já está numa fase diferente da vida. e está muito acima de tudo o resto que ouvi no 2007 -_-

quanto ao beirut tenho um problema com o rapaz ele tem no cd duas das músicas que mais ouvi no ano, a viciante nantes e a que tem a colaboração do owen palett (que nao me recordo do nome) mas aquilo a meio começa a ser entediante, começo a achar as músicas todas muito iguais o que não acontecia no disco anterior.

panda bear não vou muito na onda (ter o animal collective ali já é um grande achievement da minha parte)

prova os le loup és gaija para gostares

*

menina limão disse...

estou a passar a noite nisto: a fazer downloads no teu blog. considera-te um previlegiado. ^^

acho é um 'cadito frustrante ainda não ter acertado num link para blonde redhead que funcionasse.

concordo com o que disseste acerca dos national, exceptuando a parte de estar muito acima de tudo o resto. para mim nem está acima de certas coisas, quanto mais muito acima.

tenho de concordar em relação ao beirut. eu gosto do álbum, mas às tantas também me parece tudo igual. eu amo os anteriores, mesmo. dou o benefício da dúvida a este por ter ouvido ainda poucas vezes.

não ouvi o dos animal collective, mas acho o do panda bear genial e prefiro-o a qualquer álbum dos animal collective que conheço.

vou tentar sacar le loup. ;)

Anónimo disse...

Gostei de Vega, mas principalmente de Mirah. :) Com tempo, rapidesherei outros nomes que aqui nos deixaste. E agora vou-me embora porque esta música dos Soulsavers é viciante. :D

Abraço.

Anónimo disse...

PS: No Domingo ganharam os dois. :) No ténis, bem entendido.

Anónimo disse...

Ok, vou-me instruir... mas aconteceu uma coisa curiosa quanto à Mirah... resolvi comprar no Natal um cd que foi um tiro no escuro, só pela capa e pela descrição, para oferecer ao meu irmão, o Jorri. Conclusão, o álbum é dela, é o Songs from the Black Mountain music project. Entretanto já ouvi mais, claro e sim, gosto muito (só não percebo onde encaixa o Tim Burton, eheh)

E eu e o Beirut também não nos entendemos. que ele é dotado de genialidade, muito bem, mas a voz mexe-me com os nervos. Nada a fazer.
Já o Jason Molina, ese homem é livre de desafinar à vontade, porque quando as canções sõa boas... sobrevivem.
Abraço, Sofia

saturnine disse...

txiii, logo hoje que fiz um post a deselogiar (eufemismo para insultar) as malfadadas listas de melhores do ano. :p

scavenger disse...

ouve lá onde é que vês listas por aqui? e por o que vi o que escolheste não anda muito longe do que o que está aqui -_-